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As fantasias feitas de saco de estopa deram lugar ao brilho das lantejoulas e ao glamour de plumas e paetês. Os blocos formados por grupos de amigos ganharam novos adeptos e tornaram-se escolas de samba. Nos últimos 40 anos, o carnaval de Bragança cresceu e se profissionalizou.
As duas primeiras escolas de samba da cidade nasceram em 1962. A primeira foi a Unidos do Lavapés. Em seguida, a Nove de Julho. Ambas surgiram da reunião de grupos de amigos, numa época que tudo era bem diferente. Tudo era uma grande brincadeira, não havia concurso, e quem julgava as escolas eram os funcionários da própria prefeitura, pois não havia como custear as escolas.
Os instrumentos eram feitos de latão de carbureto, os carros alegóricos eram enfeitados com folhas e flores naturais e as fantasias eram confeccionadas com sacos de estopa. Apenas as mais luxuosas eram feitas de cetim.
Até 1987 os desfiles de Bragança eram realizados na Praça Raul Leme. De 1988 a 1990, mudou-se para a Avenida José Gomes da Rocha Leal. Mas foi em 1991, com a construção da Passarela Chico Zamper, na Avenida dos Imigrantes, que o carnaval bragantino tomou o fôlego que precisava para deslanchar.
A criação da Liga Independente das Escolas de Samba de Bragança (LIESB), em 1999, também foi outro grande passo dado para o crescimento do evento. Atualmente, 15 escolas de samba integram o carnaval dividido em 4 grupos:
Grupo Especial – Dragão Imperial, Acadêmicos da Vila, Nove de Julho, Caprichosos, Unidos do Lavapés e Sociedade Fraternidade;
Grupo de Acesso – Gaviões de Ouro, Águas Claras e Império Jovem.
Grupo 2 - Mocidade Julio Mesquita e Unidos do Parque
Escolas de Samba Mirins – Os Herdeiros, Vila do Amanhã e Pequenos Cisnes
Texto: Janaina Bazanini Avoleta - Revista Perfil e Fama Ano I - nº IV - Fev/2002, páginas 38 e 39 |